quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Hypocrisy - Eraser

ºº





Hypocrisy

- Eraser

Here it comes to subject the terror you forgot
No memories from the past
The unexplainable starts to appear
As your sub-consciousness begins to come back again

Reality fades away
You try to find a solution
Here it's coming now, indecision
You're free but you can't see through the confusion

[Chorus]
There is no time
No time to regret
The eraser's coming for your life
You got to run
Stay away from the light
The eraser's here to twist your mind

Feel your soul connected to the universe
The solstice is complete
They controlled your thoughts
You will remember now, what it's all about

Twist the end around, violation
It's burning deep and twisting under your skin
It scares you forever
The proof you will find in your dreams

[Chorus]



E hoje… (II)

 Deserto 

fotografia de morenitta.

     ... Pior do que a sensação aflitiva de quem corre e não consegue sair do lugar, sinto que não sei para onde me estou a encaminhar. Fujo dos lugares comuns, fujo das pessoas, mas não consigo fugir... Nem sei para onde vou...

     *** intervalo***   
     

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Barclay James Harvest - 'Mockingbird'

b
b





Rain, sea, surf, sand, clouds and sky
Hush now baby, don't you cry
There's a mocking bird
Singing songs in the trees
There's a mocking bird
Singing songs
Just for you and me
Rain, sea, surf, sand, clouds and sky
Time will see your tears run dry
There's a mocking bird
Singing songs in the trees
There's a mocking bird
Singing songs
Just for you and me

Rain, sea, surf, sand, clouds and sun
Bless the tears of love now gone
There's a mocking bird
Singing songs in the trees
There's a mocking bird
Singing songs
Singing just for me...




  

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Digo eu! (I)

  

     “Somos limitados por tudo o que não sentimos” Natalie Clifford Barney
       Estados Unidos
       [1876-1972]
       Poetisa/Compositora/Novelista/Ensaísta
                                 
                     
     E, por outro lado, também, por tudo aquilo que sentimos.
     (Digo eu!)
        
         


terça-feira, 22 de janeiro de 2008

[Florbela Espanca] Não ser



Não Ser
 
Quem me dera voltar à inocência  
Das coisas brutas, sãs, inanimadas, 
Despir o vão orgulho, a incoerência: 
- Mantos rotos de estátuas mutiladas! 

Ah!  Arrancar às carnes laceradas 
Seu mísero segredo de consciência! 
Ah!  Poder ser apenas florescência 
De astros em puras noites deslumbradas! 

Ser nostálgico choupo ao entardecer,  
De ramos graves, plácidos, absortos 
Na mágica tarefa de viver! 

Ser haste, seiva, ramaria inquieta,  
Erguer ao sol o coração dos mortos 
Na urna de oiro duma flor aberta!... 


-Florbela Espanca





segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Memória descritiva




















Um dia estava só e tão abarrotado de gente em danças,
Que não ambicionava, nem cobiçava, mais mudanças.
Estava ferido, cansado, sem expectativas, sem fado.
Não queria beijar, amar, nem, simplesmente, ser desejado.
E, sem saber porque actos, circunstâncias ou sensações,
Ofereci-te, sem reserva, as minhas despojadas lembranças
E o amor sincero, despudorado, livre e sem pretensões,
Que não fossem as de amar puramente e sem alucinações.
Um amor sem mordaças, sem cativeiro, sem cobranças.

Descido até às invisíveis ordens e venturas da benquerença,
Normal e em tudo semelhante aos comuns e meus iguais,
Elevado até ao desprendimento de uma qualquer crença.

Dediquei-te os meus dias, as minhas carícias e alegrias.
Conheces os meus temores, os odores e as fobias.
Sabes tudo sobre os meus olhos tristes e mareados,
E sobre os meus assombros em momentos reservados.
Abri o meu peito e não existiu qualquer assunto proibido,
Dei-te amparo, aconchego, sonhos, agrados e poesias.
Transformei em experimentado, o mundo desconhecido
E em sorrisos os momentos em que me senti aborrecido.
A partilha foi franca entre realidades, dúvidas e fantasias.

Brotava a razão, sem causa, numa autêntica felicidade,
Despida de qualquer exactidão de conclusões, ou atilhos;
Coberta com o manto espesso da cegueira da intimidade.

Não te exigi, nem pedi, favores, mordomias ou benefícios,
Nem qualquer acto transcendente, ilícito ou artifícios.
Parecias aceitar, quando não aceitaste, o meu primeiro fruto,
Que escarneces num acto contínuo, calculado e resoluto.
Usas as minhas fraquezas, por mim, humildemente enunciadas,
Como tormentos, flagelos e castigos, em sacrifícios.
Gastas as acusações, já acabas, vãs e não materializadas,
Em arremessos revelados de tormentas e saraivadas.
Lanças o desdém e o escárnio, ilimitado, aos meus ofícios.

Laivos de insanidade inquirem a astúcia do conhecimento,
Nos rios do rústico engenho da maldade e do mando.
Só a barragem trava e debilita o seu afanado desenvolvimento.

Não sei porque me cansei de ser esquecido e ignorado,
Porque sou sempre o que está errado e despropositado.
Porque permaneci, constantemente, um estranho, para ti?
Porque me abraçaste e aceitaste, se nunca o mereci?
Estranho-me na realidade que não vejo e de que desconfio.
Desconheço-me na revolta e neste sentimento amargurado,
Que me permitem o descontrolo, a raiva e o desvario.
Não quero esta desculpa para o delírio que propicio
E não quero alimentar a disputa de um discurso desramado.

No calor gélido de um conflito cego, vil e improdutivo,
De uma hora aziaga, perpétua, ainda que fugaz e efémera,
Perece a inocência e solta-se o ordinário substantivo.

Permaneceste fria e distante e eu, um desconhecido vulgar,
Fora do propósito da criação, do acerto da vida e do lugar.
Não interessa o conluio da proximidade distante do passado,
Ou a distância do presente intenso, expressivo e mascarado.
Importa a vontade de mover, decididamente, a eternidade,
A determinação de aplacar o inferno e pacificar o mar,
A audácia de prosseguir, seja esta ou outra a realidade,
De sorriso estampado, rasgado, no rosto de fidelidade.
Sim, tropeço, escorrego, erro, mas continuo, bípede, a andar.

Sem pedir, foi-me dado o descontentamento, que rejeito.
Fui arrastado para a indiferença que orbita sem intenção,
Longe de um fundamento, ponderação, senso ou respeito.
  
Se outro eu, que não o eu de agora e sempre, sucumbir,
Não será por falta de querença, por ânsia de fugir.
Será o destempero do discernimento, em trejeito de arlequim.
Não tenho nada para poder provar a alguém, só a mim,
A dor ou o contentamento, a saudade ou a imprudência.
Bem sei que as perspectivas moldam o modo de sentir,
A verdade pode pertencer a um plano e a uma consciência,
Mas sei que este propósito de salvar e preservar a providência
Pode levar-me a diligenciar a saída e, por fim, a partir.
  
Carregado de princípios e causas, grandes e pequenas,
Sou um ser humano comum, que sabe de onde vem,
E irei com como estou, com palavras francas, apenas.


Braga, noite de 14 para 15 de Janeiro de 2008.




In My Defence





 
     A tribute from director Rudi Dolezal to the Legend. Features many outtakes from the videos and funny moments by Freddie.

     Artist(Band):Queen 


In My Defence 
  
In my defence what is there to say
All the mistakes we made must be faced today
It's not easy now knowing where to start
While the world we love tears itself apart
I'm just a singer with a song
How can I try to right the wrong
For just a singer with a melody
I'm caught in between
With a fading dream
 
In my defence what is there to say
We destroy the love - it's our way
We never listen enough never face the truth
Then like a passing song
Love is here and then it's gone
  
I'm just a singer with a song
How can I try to right the wrong
For just a singer with a melody
I'm caught in between
With a fading dream
  
I'm just a singer with a song
How can I try to right the wrong
I'm just a singer with a melody
I'm caught in between with a fading dream
Caught in between with a fading dream
Caught in between with a fading dream
  
Oh what on earth
Oh what on earth
How do I try
Do we live or die
  
Oh help me God
Please help me