sexta-feira, 19 de abril de 2013

azo desobrigado





os sons encapelam-se pelo desgaste
as vozes atropelam-se pelo todo
a minha sombra sai do quarto
e comove o asfalto em parto
onde jaz a frase inteira e dolente
sem garantias sobre o teor primário
- por último perece a cisma e não a esperança
e à margem fica o lajeado incoerente
consumido pela sanidade do momento
tempo onde erram as forças convictas
que lambem o que eu era no contexto
sobre sargaços de penas e parcimónias
a realidade do vínculo é o sentido restrito
da ponte que fragmenta as margens
um dilema que hoje é um sorriso aberto



15 comentários:

  1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  2. E os deuses da palavra sempre te visitam e o deixa expressivo e impregnado de lirismo.
    Salve os poetas! celebro contigo a 'esperança não perecível.'
    Sigo buscando.
    Bonito Henrique
    deixo abraços

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    1. És muito amável, Lis.
      Celebremos, pois!
      Obrigado!
      abraços

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  3. A gente muitas vezes se perde em não termos certeza do que realmente somos dentro do contexto; outras vezes pouco importa sermos nada dentro dele...
    Um abraço!

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  4. Um poema bonito... achei-o forte...
    Um otimo fim de semana...

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  5. O resistir da esperança ajuda a manter essa ponte, cuja existência nos permite ultrapassar dúvidas e limites. Abraços!

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    1. Sim, essa é a força da esperança que alimenta a vida.
      Obrigado, Marilene!
      abraços

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  6. e a ponte resiste...

    uma boa semana.

    um beijo

    :)

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  7. ...a minha sombra sai do quarto...
    gosto muito desta imagem.

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    1. Creio que é bastante expressiva (essa imagem).
      Obrigado, Célia!
      beijinho

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    2. as pontes servem para a travessia, mas há vezes que temos de voltar para erncontrar forças para fazer a travessia
      beijinhos

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    3. até porque é necessário avançar
      beijinho

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