sexta-feira, 11 de abril de 2014

urbe XVIII




nem sempre a cidade se parece contigo 
nem sempre sinto o extremo do frio 
como se habitasse num lugar candente 
por vezes é o desconhecimento que nos une 
o pretender tão longe da possibilidade de ser 
é como alimentar um fogo que me queima 
mas sem me conseguir aquecer realmente 
e que me aquece sem me poder queimar 
que me arroja nos teus braços afectuosos 
tão impalpáveis e distintamente protectores 
onde me dissipo e me dispo de vocábulos 
num estado físico indeterminado e disperso 
dividido em partículas muito particulares 
tão próximas do objecto e essência dos sonhos 



  

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