Traduz-me esse teu abraço de ombros encolhidos,
Tão abraço, tão dentro e tão breve.
Só lia e só conhecia os teus abraços de ombros caídos.
Talvez te consigas expressar, dar uma pista.
Dizer qualquer coisa, de uma qualquer forma,
Antes que o cão chegue, te ladre e a vontade desista.
Os teus olhos parecem perdidos e infelizes.
Mas brilham, como algo que se anuncia.
Por dentro, qualquer coisa me mia,
O cão não chega e tu nada dizes.
Talvez não vejamos e sejamos aprendizes.
Partes repetidamente, para voltar um dia,
Para ser uma substância da fantasia
E largar, no contexto da minha pele, os teus matizes.
Tão abraço, tão dentro e tão breve.
Só lia e só conhecia os teus abraços de ombros caídos.
Talvez te consigas expressar, dar uma pista.
Dizer qualquer coisa, de uma qualquer forma,
Antes que o cão chegue, te ladre e a vontade desista.
Os teus olhos parecem perdidos e infelizes.
Mas brilham, como algo que se anuncia.
Por dentro, qualquer coisa me mia,
O cão não chega e tu nada dizes.
Talvez não vejamos e sejamos aprendizes.
Partes repetidamente, para voltar um dia,
Para ser uma substância da fantasia
E largar, no contexto da minha pele, os teus matizes.
[miscelânea]
[04 de agosto de 2021]