terça-feira, 15 de outubro de 2013

Sentado na dicotomia de uma fantasia




Há uma eternidade que me perdeu de vista,
Entendo, e vogo no hiato do gosto de um desejo,
Que é um sonho insolvente.
É, apenas, o Outubro, que se despenha,
Num mar, verde, que sussurra tranquilo;
Numa ria que silencia em serenidade.
No último cais procuro a minha indiferença,
Derrogo o tempo onde não existo.
Não tenho mais onde escrever odores
E os registos da brisa não me deixam partir.


    

4 comentários:

  1. Nós nos perdemos nessas fantasias e mesmo abatidos, nos aprisionamos. Abraço.

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  2. Denoto desalento... Anima-te, sonha, voa. Beijinhos

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  3. a ria espera por ti, ela conhece-te tem sempre uma folha silenciosa onde podes escrever os mistérios da vida
    beijinhos

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  4. Belo, o poema!

    Beijinhos Marianos! :)

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