terça-feira, 5 de novembro de 2013

Nas quimeras que articulam o horizonte






Entorpeço, enquanto me dispo de pleonasmos.
Caio, lentamente, da última frase,
Agarrado a uma metáfora, que não me pode remir,
E vejo um verso que beija.
Aqui estou, sem mais nada.
As palavras têm fome e sede,
E outras figuras, com e sem estilo.
Pedem abraços e cedem amor,
Aquele amor que tem trazido por perto
E tão longe está de mim.
  
  
  

4 comentários:

  1. Ficaram as reticências, o inacabado e a distancia, em seus belos versos. Abraço.

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  2. Wow...
    Excelente poemar...
    E, todavia, há que acreditar que em nós se fará um sol abrasador... com Outro!

    UM abração

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  3. enquanto existir um verso que te beija...nada mais é preciso....

    ;)

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  4. Olá, Henrique!
    A sorte, a distância e a utopia, sustentadas pela resignação serena. Escusado será dizer que gosto, e gosto bastante.
    Um beijo.

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