segunda-feira, 4 de junho de 2012

Quando o para sempre

Suspiro como uma pequena pausa
Num indiviso invisível
Junto das nossas mãos as linhas
Dos nossos corpos os laços
No hiato eterno de uma ausência
Quando o para sempre não é suficiente

Mais uma volta num dia sem regresso
No ocaso desaparecido e retratado
A expectativa de que não se desvincule a esperança
O suporte de pensamentos radiantes
E entro em ti
Nos nossos termos


3 comentários:

  1. Rique, quando o para sempre não é suficiente está-se num nível de excepção e o importante é mesmo o "já", se bem entendo e olha que entendo. Este poema parece coroar os teus últimos poemas. Para mim, são de um Homem que ama ou de um Homem que sabe amar e digo-te: sejam histórias, sejam apenas criações, sejam qualquer coisa mais ou sentido, seja como for e o que for, espero que te faça muito bem e feliz. Palavra de Vera.

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    1. Obrigado! És muito gentil para com um grande nada.

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    2. Fiquei a saber o mesmo. Eh! Eh!
      Encanta-me o "Quando o para sempre não é suficiente", é um grande elogio.
      Tu és muito modesto. Admiro-te, também, assim, mas não deixes que abusem da tua modéstia, não deixes que te pisem, seja no que for.

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