quinta-feira, 28 de agosto de 2014

argau 14




gosto de repetir a brisa fresca e húmida 
que provém do mar, ao final da tarde, 
quando a praia fica só e eu me encontro 
devagar. aqui, assisto ao nascer das noites, 
sem palavras; ao afundar da dimensão 
na penumbra; e ao recolher reservado 
das gaivotas em introspecção provocada. 
enquanto os caramujos falam de amor, 
sem medo, por entre os seus movimentos 
hesitantes e oscilantes, o tempo pára. 




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