sexta-feira, 1 de agosto de 2014

argau 11




as janelas entreabertas para temperar o ar 
eram a imagem de uma vida aberta 
o dia nascia e a alma já estava acordada 
portalegre sempre foi bonita 

nunca nos perdemos na serra da penha 
também já não havia nada a perder 
e a ausência da saudade do mar 
era a existência da exuberância 

da planície vista dali até ao traço difuso 
que era a consciência do horizonte 
aquela sensação de presença constante 

o amparo para qualquer adversidade 
e deixávamos cair qualquer prenúncio 
das nuvens onde ainda somos crianças 




1 comentário:

  1. um apontamento de um momento em soneto que ficou muito bem.

    :)

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