terça-feira, 26 de agosto de 2014

solvente





em cada grão de poeira,
depositado nas palavras fugidias
de uma história insolvente,
há um alerta de sobressalto
que sobrevém sem termo
às manhãs que já passaram,
às tardes que são memórias,
às noites que são trevas.
nunca deixei de ser a sede
que o imposto me seca
nas mãos vazias e despidas,
até da pobreza de um sonho,
que ainda assim o anunciam.



-inicialmente no paralelo [17 de abril de 2014]

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