terça-feira, 15 de maio de 2012

Ao lado

De que lado do espelho me espelho,
Quando me deveria alçar sem atraso
Na superfície polida onde me assemelho?
De que lado do espelho me espalho,
Quando não necessito reflectir a prazo
Na saliência de uma gota de orvalho
Do meu reflexo contuso
De corpo confuso?

A simetria contorce entre o que favorece,
O que depressa esquece e transformas
E a inutilidade do mundo das formas,
Na natureza que arrefece.


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