quinta-feira, 31 de julho de 2014

argau 10




demorei-me mais do que pensara. 
o mar não se acalmava e a agitação 
era maior no interior do silêncio. 
o improvável servia-se subitamente. 
a coincidência duvidava das coincidências. 
cheguei a pensar que a cidade se salvara 
à hora do jantar, mas ainda se ouviam 
talheres e pratos, e os telejornais. 
alguém tinha encomendado a noite. 
quanto pesará a noite absoluta? 





1 comentário:

  1. a noite terá o peso que lhe quiser dar
    por vezes é leve
    por vezes é pesada demais

    bonito o poema e a foto

    :)

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