domingo, 8 de janeiro de 2017

Nos braços da lua


Passar o fim-de-semana nos braços da lua, 
entre salinas abandonadas e pássaros distraídos, 
à luz incomparável do inverno muito alto, muito 
acima das minhas probabilidades. Vaguear, não 
volúvel, na deliciosa melancolia de ler o céu 
e o apego da ria à vida pejada de andaimes, 
na companhia compreensível de versos aéreos, 
nem por isso fáceis, e o coração na minha boca. 
Ah! O abraço inteligente de uma saudade, 
ilustre e conhecida, de olhar rigoroso. 



 [massivo]



2 comentários:

  1. Adorei esse enamoramento entre o céu e a lua, que descreveste de uma forma deliciosa no teu poema...
    Beijinhos
    Ana

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  2. Resumidamente, a saudade é como que um afago e uma disciplina. Mas há aqui tantas direções.
    Bjks

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