sábado, 7 de janeiro de 2017

O meu infinito


Como se sentisse a resignação das árvores, 
o mar fala do caudal do frio, frio, do inverno 
e do seu incomensurável tempo, o tempo 
autêntico. Tão excessivamente real que real 
encandeia. Então, fecho os meus olhos. 
A noite nem sempre é fácil ou tão real. 
A vida segue e segue, uma vez na vida. 
Já vivo, vivo, o meu infinito no meio cheio 
de palavras. Não quero ser o que micta mais 
longe, ou o que mais, ou menos, defeca;
o meu nome não importa, muito menos a sua 
imortalidade. Se fico: fico; se vou: vou. 


 [massivo]



1 comentário:

  1. Nada como o universo das palavras... para preencher algumas noites, que parecem insistir em mostrar-se infinitas...
    E o nosso infinito... parece chegar mais além...
    Beijinhos
    Ana

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