terça-feira, 4 de abril de 2017

Pela pequena porta


Perco o coração na ria, repetidamente, habituado à rotina de se perder. 
Sei que a primavera é maior do que o pensamento e que não se deixa 
aprisionar em fotografias digitais ou analógicas, em espelhos, na retina, 
nas palavras, nas memórias e estou a tentar senti-la no caule do poema; 
a esquecer as perguntas em chamas, que não se conseguem ver sem piscar 
os olhos, várias vezes, e que aparentam incendiar as memórias à beira 
da reforma ou à beira de um novo rumo que entra nas pupilas cheias de céu. 


 [massivo]



2 comentários:

  1. Sem sentidos pejorativos, este poema é um concentrado de palavras, densamente povoado de primavera e de sentimentos, muito além do amor a Aveiro e à sua ria. :)
    Lindo!
    Bjks

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  2. A Primavera como um estado de alma, que atravessa a tua cidade, e a sua ria... e lhes acrescentam ainda mais encanto e magia... muito bem descrito neste teu belíssimo poema...
    Bjs
    Ana

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