quinta-feira, 12 de abril de 2012

Palma


O meu arbítrio no átrio, de pé,
E a minha vontade descalça e despida,
Enquanto o mundo estremece e se extrema.
Desconheço onde se deteve a fé,
Não a vejo, não a sinto, desde a subida,
Na vaga claridade de uma vez dobrada
Que não quero escrutinar e quero amada.

Observo os vincos da palma,
Aguardo um momento,
Mesmo antes de cair no consentimento.
Não sei como se constrói uma alma.


5 comentários:

  1. Já escrevi... já apaguei... já voltei a escrever e a apagar...

    Ia dizer que a alma não se contrói, mas na medida em que nos contruimos como individuos talvez a alma se contrua assim também... não sei.

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  2. Mas afinal, o que é a alma? "Dói-me a alma"...Faz sentido dizer-se isso? Será "Dói-me o coração"? Onde pára a minha alma? Não estou certa de que a tenha...

    beijinhos

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    1. Podes não ter (alma) mas, se eu soubesse como se constrói uma... Dava-ta.
      ;)

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