terça-feira, 5 de maio de 2015

propriedade






posso chegar num aparente nada dizer e partir de igual modo. 
não me constrange que por nada afirmar me censurem, 
ou por transmitir o que digo da forma que eu penso, o suturem. 

já duvidaram do meu género, da minha verdade, 
das minhas preferências, da minha cor e da minha quantidade: 
eu aprendi a ficar em silêncio no burburinho das palavras. 

posso fundir-me, por inércia ou pela luta, num poema. 
o meu vício é a poesia: a que leio, a que escrevo e a que sou. 
e posso amar em rimas brancas e nos silêncios por onde vou… 



 [livro aberto]




5 comentários:

  1. Nada como sermos fieis a nós mesmos, impossível agradarmos a todos,
    bjs

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  2. Esse é o caminho... sermos o que realmente somos...sem ter que mudar por nada ou ninguem...o mais importante é estarmos em paz com nos mesmos...

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  3. Mais vício ou menos (Ha! Ha!, Ha!), este poema descreve-me de tantas formas.
    Lindo!
    Sê quem tu és, poeta!
    Bjks

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  4. Henrique,
    Simplesmente, maravilhoso.

    A grandeza de alma não é para todos. E a sua não é pequena.
    Ana

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  5. ser igual a nós próprios e não deixar ninguém nos mudar...
    gostei muito!
    beijinho
    :)

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