terça-feira, 29 de julho de 2014

argau 8





e se o tempo e o espaço forem um engano? 
eu acreditei que poderia amar e amei. 
na espessura das palavras, 
acreditei que te poderia tocar. 
mas acreditar era a forma 
de esboçar a minha possibilidade. 
então, segui pela rua a quem chamaram 
liberdade, e onde as lágrimas sorriem. 
a claridade crescia e de tanto crescer 
abriu o horizonte extraído das circunstâncias, 
fora do nosso próprio alcance, 
no local e no tempo mais além; 
e um abraço que pede um novo abraço. 
a fórmula e a forma de transformar os meus 
sentidos. No cair do pano, é a rua que chama 
por mim, até ao fim, que não se encontra 
nos livros, que agora dormem longe. 




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