quarta-feira, 30 de julho de 2014

argau 9





havia um tempo fechado por descobrir, 
afectos encantados como ondas no mar, 
silêncios que bastavam para a felicidade. 
encontrei-os, no sótão, com algumas músicas, 

esquecidos, empoeirados, embrulhados 
em palavras que já não brincavam. 
e podíamos começar em silêncio, 
de novo, mal arrumados, sem medo, 

no nosso compasso e de improviso, 
não fossem os espaços de confiança 
perdida, como reticências móveis, 

prontas a apontar para um qualquer fim. 
mas sem tumultos e sem tristezas 
porque, afinal, é tão fácil embalar-me. 



1 comentário: