terça-feira, 15 de dezembro de 2015

poema menor




de repente, aquele país deixou 
de me visitar e eu pude pensar, 
e acreditar, que poderia ficar em paz. 
mas a poesia não sai da pilha de louça 
por lavar, da roupa e casa por arrumar… 
e a outra metade do mundo arrasta-se 
numa filosofia genital.


[o significado do silêncio]


3 comentários:

  1. "A poesia não sai da pilha de louça..." ela está em tudo, nas coisas mais simples e corriqueiras. Hoje, por um momento, achei-a nas bolhas de detergente.

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  2. E ela é o Norte da alma de quem respira apenas o essencial.

    Belíssimos poemas Henrique.

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  3. o poema é intrigante.
    a foto é bela, mas está com um desfoque que penso ser intencional.
    beijo
    :)

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