terça-feira, 14 de agosto de 2012

E hoje… (XXXVI)


     … Fatigado à chegada, ao intervalo para café, ao almoço, ao novo intervalo para o café, na deslocação; satisfeito à saída, ainda que sem vontade.

     Uma palavra fugaz, beligerante, impelida ou expelida, e já não está. Cansam-se as palavras e canso-me eu com elas. Quero arruma-las, mas elas saltam e fogem dos lugares. São daqui e não são de qualquer lugar; são minhas e não me pertencem; são e não são.

     Não queria conduzir e estou convencido de que os caracóis não possuem buzinas ou campainhas. E buzinaram-me por andar a cinquenta quilómetros por hora dentro de uma localidade; ultrapassaram-me pela direita, na facha de emergência de uma estrada nacional. E vi seres estranhos, talvez com antenas, alguns animais e comedores de substâncias segregadas pelas mucosas nasais ao volante.


2 comentários:

  1. Sabes ou vou uma vez por Mês a Gaia que a minha filha mora lá com o meu netinho e na verdade vejo sempre esses tais animais comedores dessas substancias esquisitas, qualquer dia acho que é normal
    beijihos

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