quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Estava a pensar


Resisto ao vento
Não escuto o marulhar
Ignoro a maresia

Procuro a salvação num poema
O socorro e a serenidade
E adivinho-te perto
Tão próxima

Desenho as letras que pintam os termos
Sem fins que não o do bem-querer
E distingo-te as formas
Que experimento de olhos fechados
Só assim te tenho neste momento

Provo um sonho ocupado
Num santuário de sentidos
Promovo um desejo completo
À potência de força de atracção de um universo
E por cada pulsar sinto a tua entidade
Plasmada no meu íntimo

Entoo uma balada emocionada
Com a voz comovida
Com o corpo arrepiado
Terminantemente desafinado
Numa declaração sem caligem
Em concepções amplas e sem fisga
De vontades apertadas e claras

Percebo os jeitos
E os trejeitos
Compreendo o assédio do jamais
Entendo a vizinhança do nunca
Num esboço de astros tingidos de amor
Com reflexos de uma panaceia
Concebida por alquimias esquecidas
E que possuis por aura

Consigo sentir-te na ausência
Nos espaços em branco de uma folha vazia
Na carência de notas e pontuação
No magnetismo de um apontamento
E o fervor do anseio e ânsia
Descrevem a força e a importância
Das sensibilidades e sensações despertas
À luz do luar próximo da lua cheia
No universo que é tudo para nós


6 comentários:

  1. Lindo! Parabéns!
    Há «magia» nas tuas palavras. Formaram-se, em mim, ideias, sentimentos, história, sonhos...
    Um beijinho.

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    Respostas
    1. Obrigado, Laura! És muito gentil!
      Beijinho

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    2. mas que momento bonito, li reli e fiquei fascinada, poema cadenciado podia até fazer uma canção.
      beijinhos

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    3. Obrigado pela visita e comentário generoso, Luna.
      Beijinho

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