sexta-feira, 16 de outubro de 2015

argonautas


aveiro | portugal
aveiro | portugal



um azul grave, mas não absolutamente triste. 
depois, o espesso sentimento transversal 
de ultrapassar o movimento estético 
e fixar a contemplação, a visão e o sonho, 

dentro de ti e nos teus lugares esquecidos. 
uma sensação esotérica de te conhecer por completo. 
ser íntimo e subtil no teu ombro despido, 
enquanto lhe desenho elipses em diagonal cadente. 

a vontade e a bondade sobrepostas em todas as rotas. 
a liberdade de ondear num acorde crescente, 
na torrente de onde nascem os sentidos 

que transbordam os silêncios, deslocam as pedras 
no leito e amenizam toda a arquitectura, 
num dentro tão imensamente dentro e liso. 



[o significado do silêncio]


6 comentários:

  1. Adorei, Henrique!
    Uma linda página, um soneto primoroso.

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  2. uma foto muito bem escolhida para o poema muito intimista e onde se dialoga com o silêncio...
    bom fim de semana.
    beijo
    :)

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  3. Paisagem linda, linda!
    Poema:que saudades eu já tinha...
    Parabéns!
    Eu sei que a quantidade é inimiga da qualidade, mas fico à espera de mais...eu tenho paciência!

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  4. Azul, belo de cegar!

    Boa noite, Henrique. :)

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  5. Azul, belo de cegar!

    Boa noite, Henrique. :)

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