quarta-feira, 28 de outubro de 2015

qualquer eu


aveiro
canal central da ria de aveiro | aveiro | portugal


são só actos, pequenos actos, de felicidade, 
que podem chegar como um perfume, 
como encher a cidade de peito; e partir, 
como uma folha confusa, exposta ao vento 
do outono, numa alegria veemente. 
o meu carbono, de quarenta e oito anos, 
uma colheita romântica, desliza num canal 
de magia, como um moliceiro adaptado. 
serpenteiam-me as palavras, com gestos 
comedidos. hei-de encontrar o dia, a desfraldar 
o pão da alma; e as gaivotas, a desarrumar 
o horizonte, quando o horizonte é o meu lar. 


[o significado do silêncio]


1 comentário:

  1. que assim seja, que o horizonte seja sempre o teu lar...

    beijo

    :)

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