terça-feira, 12 de março de 2013

onde o deixámos




revejo-te em ruas que nunca cruzamos
em esquecimentos construídos
em esquecimentos naturais
e o esquecimento adquire partes do que fui
adquire partes do que sou
adquire partes do que serei
e dito assim
o esquecimento adquire partes de mim
que nunca te encontraram
outras que nunca perdemos
outras que nunca sonhamos
e o esquecimento alimenta-se da forma
do modo e tempo
e da conjugação 
onde deixámos o verbo amar 



4 comentários:

  1. mas é preciso re-inventar

    muito belo o poema

    beijo

    :)

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  2. Que beleza de poema.
    Adorei o ritmo que imprimiste em cada verso.
    Beijinho

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  3. os pensamentos são terriveis, levam a atravessar-mos o imaginario imaginado e par imaginar
    beijinhos

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  4. Talvez o verbo AMAR tenha sido abolido da conjugação...
    Um abraço

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