quarta-feira, 22 de março de 2017

Forma elementar


O meu amor analógico na parte biológica do poema. Sinto frio, 
uma gripe de palavras improváveis que desenterram o que eu 
quero esquecer. Agarro-me, com firmeza, à frieza retórica 
dos números à procura de um pouco de calor. E conto baixinho, 
conto para mim, conto para não pensar em mais nada, 
para permanecer na parte de fora de um qualquer sentido 
que me possa colher da ausência que é esta paz de abstrair 
a mente da impaciência dos números, das palavras, das imagens, 
até adquirir a forma elementar e transparente da brisa que te abraça. 


 [massivo]



3 comentários:

  1. Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

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    1. Olá, Luna!
      Em cima diz que o comentário foi removido por um administrador do blogue. Como o único administrador do blogue sou eu, devo ter sido eu, mesmo (não foi o gato, nem o cão... apesar de andarem com um ar suspeito... mas sei que andam assim por outras traquinices e 'velhaquices'...). Mas, sinceramente e apesar de saber como se faz, terá sido de forma inadvertida, não sei bem como, em que momento... Pelo que te peço, encarecida e sinceramente, desculpa.
      O comentário consegui ler, recebo notificações no email com os comentários, e dizias:
      "Não contes, quando somamos ou subtraímos em vez de gripe vem a epidemia do amor, não ligues ás minhas palermices, acho que é por andar arredia dos blogues, beijinhos"
      E digo-te: Não dizes palermices! Palerma sinto-me eu, com este incidente.
      Mais uma vez: Desculpa!
      beijinhos

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  2. Quando o corpo está ali... e a alma noutro lado... mas ainda assim tentamos iludir os sentidos... acabando por conseguir reuni-los na forma mais elementar... um poema...
    Por sinal... de qualidade excepcional, como sempre!
    Beijinho! Virei amanhã espreitar os restantes posts, que me escaparam nestes últimos tempos, por aqui...
    Ana

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