sábado, 4 de outubro de 2014

cristalização





as memórias de mãos dadas com a lua
o meu coração que volta atrás no universo
e eu cercado de palavras por todos os lados
num labirinto de espelhos vestidos de luz
quem nunca saiu do seu próprio corpo
não conhece a aflição de querer regressar
a ele e poder encontrá-lo já ocupado




2 comentários:

  1. Teu poema é lindo, e traz uma imagem angustiante.
    Veio-me à cabeça aquelas pessoas que gostam de tomar conta de nossas vidas e manipular as nossas vontades, e se não tomamos cuidados, é como você descreve: sair do corpo e não conseguir voltar!
    Bom domingo!

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  2. Essa afliçao de dois "eus" ocupando o mesmo corpo... as vezes é muito real...

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