quinta-feira, 9 de outubro de 2014

por onde eu ando





ai, o crepúsculo e a suas urgências!
a cidade corre para casa e eu fujo
para a praia, onde o horizonte célere
desmaia nos meus braços, enquanto
guardo os meus reflexos, que provêm
de ti.  ainda estás comigo nesta luz
fugidia que é o fim do dia e diluímo-nos
no mar das recordações que deixaste
à flor da pele que se eriça lentamente.
reinvento-te. aflora o som de um beijo
encontrado, sem conhecer, sequer,
o som dos teus passos, e já a noite
me segreda, suavemente, o calor
do teu corpo, que me inflama num
abraço. e eu, de braços ocupados
por horizontes breves e inanimados,
procuro a vaga agridoce das tuas cores.
por onde andas, meu amor?




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