sexta-feira, 13 de novembro de 2015

retro


aveiro | portugal



vesti um confortável casaco de vento 
e ouvi falar da inconstância das cores, 
na importância das paredes vazias… 
mas não fiquei para o julgamento 
nas nuvens sumárias dos patrocinadores, 
que se fixavam nas montras das teimosias. 

eu e aveiro saímos da fotografia 
para inventarmos, demoradamente, o resto; 
para não ficarmos num estar e não estar, 
e, sem precipitação celestial, bebemos do dia 
que entregava o corpo ao manifesto. 



[o significado do silêncio]


3 comentários:

  1. Se Aveiro te acompanhou, então está tudo bem

    Beijos, Henrique. :)

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  2. é preciso ser Poeta, para sair da fotografia e assim voar livremente nas asas da inspiração...
    um poema lindíssimo com uma foto estupenda.
    beijo
    :)

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  3. Aveiro dá imagens sempre surpreendentes e poemas, já agora.
    Agradeço e retribuo os seus amáveis votos natalícios e que a inspiração o continue a abençoar no novo ano.
    Abraço
    Ruthia d'O Berço do Mundo

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