quarta-feira, 5 de setembro de 2012

E hoje… (XXXVIII)


     ... Carrego um pouco de companhia, uma mão-cheia de palavras e sorrisos. Estão vincadas as recordações do ar irrespirável, do seu calor e do seu odor. Retalhos de ontem que se matizam num início de dia, ainda noite.

     Observado: o abandono; o padrão de carris esquecidos; o descobrimento; uma vereda de areia solta; a síndrome do café; a síndrome da síndrome; o arquétipo caquéctico de raciocínio, opinião, retoma, primazia, reinício; os códigos de barras; o código da estrada; as códegas; a senha; os senhos; os sonhos.

     Cada pedaço de estatística tem um papel. Há personagens estranhos e nem por isso.


6 comentários:

  1. Olá, Henrique!
    Muitos atalhos, janelas entreabertas, sinais e enigma.
    Frui e adorei, principalmente, a frase «Há personagens estranhos e nem por isso.»
    Um beijo.

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  2. 'Rique!...
    Hoje o ar aparenta estar mais respirável. Tudo regressa lentamente a normalidade, o que quer que isso seja.
    Conciso qb.
    Sorri, viajei, reflecti.
    Um beijo, como dizes por vezes, enorme.

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    1. E hoje o ar estava quase limpo, Aveiro cheira a Aveiro.
      Beijinho enorme
      :)
      [Já há algum tempo que não escrevia beijos assim. :) ]

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  3. há tanto para descodificar fora e dentro de nós, tantos papeis escritos e por escrever, há tantas recordações,códices rescritos no nosso ADN dos retalhos que a vida nos fez.
    beijinhos

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    1. Sim, e algo como pensamentos e sentimentos sem valor absoluto e simultaneamente axiomáticos.
      Obrigado, Luna!
      Beijinhos

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