segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Proporção



Não encontro a simetria radial
A proporcionalidade directa
O ângulo recto
Mas a verdade que se devolve
E trilha a termo certo
O espólio de um céu
E de um encanto de humildade
Na verdade que cinge
O afecto de abraço absoluto

Como te encontro
Como me reúno
Na mão estendida
E que aguarda segura
E contém o infinitivo de partilha
De dádiva
Embora carente e pedinte
Ainda que limpa
Além do pesar da própria alegria


6 comentários:

  1. caro colega,
    pessoas como eu as vezes não entende de uma maneira linear as poesias e os textos que encontro na blogosfera!
    fica aqui minha sensação de uma estranha e curiosa composição de palavras e meus parabéns pelo ato criativo!

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sinceramente, entendo-te.
      Para além da visita, agradeço-te a amabilidade e sinceridade.
      Um abraço

      Eliminar
  2. Podemos não obter retorno proporcional, ou qualquer retorno, mas a verdade é uma dádiva, muito mais quando envolve afectos.
    Adoro o poema!
    Um beijo.

    ResponderEliminar
  3. Tantas perguntas, tantas incertezas,talvez traçando uma linha recta pois uma circunferência feita com um compasso leva-nos a andar sobre nós mesmos, só se pode sentir o abraço de afecto quando tocado além do pensamento
    beijinhos

    ResponderEliminar