sábado, 2 de julho de 2016

sem-fim





o amor é, muitas vezes, uma língua mal interpretada, 
uma língua onde titubeamos a descodificação, 
entre os sinais ou os sons. é a linguagem ancestral, 
e original, da alma. os idiomas modernos perderam-se 
da sua dimensão, da sua amplidão angular, pictórica 
musical, temperatural. quando compilada pela caligrafia 
da alma, leva-me a ti, que é quando eu mais quero 
que venhas, carregada de sinais que eu possa intuir 
e inferir pela certeza de lamber, saborear, tactear, 
cheirar, ouvir… e pelo uso de todos aqueles sentidos 
de quem perdemos o nome e que entram contigo 
sem fim. 


 [elipse]


1 comentário:

  1. Como sempre um poema de beleza sem fim... tal como nos mostras também na imagem...
    Havendo amor... haverá sempre longos caminhos a serem percorridos!...
    Usei umas palavrinhas tuas, no meu último post... espero que não te importes... e espero não ter desvirtuado o sentido das tuas palavras, com a tradução em inglês...
    Alguma coisa, que aches menos bem... sabes onde me encontras... :-)
    Beijinhos! Entre hoje e amanhã, virei apreciar mais alguns dos teus últimos posts... formidáveis... pelo que já deu para ver de relance!...
    Bom domingo!
    Ana

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