domingo, 31 de julho de 2016

em tempo de acalmia


na serra de são mamede, portalegre | portugal


em tempo de acalmia 
o vento enfunou o poema 
e eu soube que eras tu, 
em cima de dois ou três sonhos 
e a entoar uma ladainha 
sobre um sentimento profundo 
da vida que cruza todos os estados 
do tempo. e eu, sentado, 
como uma rocha magmática 
de profundidade, mas sem intrusão, 
comecei a deslocar-me, 
tão imóvel, sobre a profundeza 
da sombra do pináculo da serra 
de são mamede, na tua boa, 
e na tua menos boa, direcção. 


 [elipse]


1 comentário:

  1. A serenidade do lugar... que entra em nós... quando somos velhos conhecidos desses lugares... brilhantemente abordada em imagem e palavras...
    Bjs
    Ana

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