já não cresço como os dias em janeiro,
no hemisfério norte. sou agora o sopro,
o mistério da sorte, sob o murmúrio da luz.
quem sabe, a um dia de ser velho, ainda,
à tona de todo um corpo confundido
no corpo de um poema com a memória
em fuga e possuído por um largo sorriso:
será que o amor também enruga?
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