domingo, 7 de setembro de 2014

argau 17





queria saber um pouco mais da noite. 
não há qualquer confusão, ao longe. 
a lua sorri sem medir o tempo e o espaço, 
o amor e o mar bocejam no banco 
e a areia adormeceu profundamente, 
quando os sentimentos começaram 
a falar. mas nem sempre é assim. 
creio que estarão cansados da mesma 
história atracada aos muros que ergui 
ao meu redor, enquanto as horas vivem 
os mistérios do pôr-do-sol, ao sabor 
dos ventos frescos da noite, de quem 
eu queria saber um pouco mais. algumas 
árvores respiram o último ar, antes de 
se despirem, na sede do outono; antes 
de poderem explicar o efémero e o fictício. 
e as estrelas dobram-se, para distribuir 
felicidade e afectos, como se a noite fosse 
um abraço. não há qualquer confusão, 
por aqui, onde o sono de setembro não caiu. 




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