quinta-feira, 11 de setembro de 2014

argau 18





a ria perdeu-se por aqui, 
entre ideias e sentimentos, 
entre o céu e os sedimentos, 
numa saudade insolúvel de si. 
por vezes a escolha não o é 
e seguimos caminhos inevitáveis, 
forçosamente, nem sempre de pé. 
  
II 
por vezes arrastamos o universo 
com a fé do contexto, com a certeza 
que um sorriso enorme, de fracasso, 
pode mesmo ser a fuga do inverso; 
o avesso de uma qualquer frieza; 
o início do nosso sempre último abraço. 




1 comentário:

  1. não sei se foi a ria que se perdeu se foi o autor perdido entre a inspiração e a ria.

    e que o ultimo abraço, seja, afinal um primeiro e nunca um último.

    beijo

    :)

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