quinta-feira, 18 de setembro de 2014

argau 20





sim não talvez um dia me encontre outra vez por fora
enquanto chovo na mansarda à margem de um poema
talvez cerre os olhos com força num último esforço
com a esperança de me fazer presente nessa chuva
porque as palavras saltam das folhas à procura da alma
a alma que sobrevive nos interstícios do vento norte
e hoje o vento sopra moderado uma canção de embalar
que adormece até as sombras da turba que me povoa
é aqui que nem todos se perdem na periferia dos afectos




argau arrumado!

4 comentários:

  1. Que magnífico pôr do sol!
    Interessante o contraste entre a imagem e as palavras. Agarrei-me ao último verso de mais um excelente poema!

    Bom fim de semana, Henrique!

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  2. Como não hão-de as palavras saltar das folhas se estão a fremir de tanta intensidade?

    Belíssimo, como sempre!

    Beijinhos Marianos, Henrique! :)

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  3. Que coisa mais linda, Henrique!
    Maravilhoso poema!
    Um abraço, bom final de semana!

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  4. um por do sol fantástico e um poema com muita nostalgia
    belo na sua melancolia
    bom final de semana.

    :)

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