segunda-feira, 1 de setembro de 2014

argau 15




outras vezes, o tempo voa, num hiato 
de si mesmo. escoa-se por entre os dedos 
de sonhos e sentimentos entrelaçados 
em ondas e ventos, para aquecer o outro 
lado da lua e regressar em sobressalto, 
de improviso, sem palavras e ambíguo. 
qualquer coisa sem colo e consumido, 
enquanto eu vejo sem ver e sonho sem 
sonhar, o que vejo a adensar-se no mar. 
eu hei-de voltar, quando escorregar do verso, 
quando a vida não cabe num só poema. 




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