quinta-feira, 24 de novembro de 2016

A tua beleza


Um sonho, por vezes, um acaso 
ou uma semente que germina: 
a aventura, já um desafio, que te chama 
sem explicações, que aceitas, que persegues 
e pelo qual lutas e ao qual dás corpo 
do teu próprio corpo. Um corpo já só um ideal 
de imagem, uma forma aparente de beleza 
que te aproxima do vazio, ao qual vendes 
a tua identidade, e onde te vais diluindo 
numa moeda de troca, com a qual compras 
a ilusão de viver ou a vida que alguém ditou. 
O mundo, que não te vê, cabe-te na palma 
da mão. Fecha-a generosa e demoradamente, 
enquanto o teu profundo interior brilha, 
acima de todas as coisas: o coração. 


 [massivo]



3 comentários:

  1. O coração fica tão escondido, por vezes!

    Beijos, Henrique :)

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  2. com mesclas de nostalgia
    o coração está tantas vezes pequenino e a sangrar

    bom fim de semana

    beijo

    :(

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  3. O coração, como semente... onde tudo germina... pela nossa própria mão...
    Maravilhosa analogia...
    Beijinhos
    Ana

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