terça-feira, 25 de outubro de 2011

Uma velharia actual!




Próximo de partir


Voltei à realidade da República,
Desenganado, sem alucinações.
Preso na benignidade pudica,
Repudio a demagogia e contradições
Dos agarrados aos seios desta infeliz.
Não é livre, tratada como meretriz
E não é livre, se não vive as suas paixões.


Estou disponível para te mimar,
Ciente desta pequenez que me anima,
Um pedaço de arrojo que enfrenta o Mar,
Um Mar cavado que nos aproxima.
Compadeço-me com a tua desdita
Que te engrandece, embeleza e arrebita,
Num mar de interesses que contamina.


Eu, sem o polimento dos polidos,
Sem as pretensões dos teus pretensiosos,
Sem ciúmes dos predilectos queridos,
Sinto o mesmo zelo dos teus zelosos.
Acompanho o teu silêncio bondoso,
O teu chamamento discreto e cioso
E os teus encantamentos amorosos.


12 de Setembro de 2007




Uma velharia actual!

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