terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Céu


Tenho fome
Sinto a vertigem da fraqueza
Flexiono cansado ao longo do talude
Com predilecção
Sinto o formigueiro que me arruína
E um unicórnio pênsil dança ao sabor da aragem
Uma vizinha Lua ilumina uma bela-luz seca
Não lhe falta sentimento
A vulnerabilidade
E nada procura

O que vos deixou para trás
O que não vos uniu
Nasceu das juras inertes
E no apego da memoração
Com actos novos ou refeitos
A resistência passiva ao tornar novo
No ciclo da melopeia e da ladainha

Tenho estima
Que simplesmente quer autenticar
Sempre que o meu céu se esconde

3 comentários:

  1. Eu ontem tinha umas gomas, partilhava contigo de bom gosto, mas a gulosa aqui comeu-as todas :))

    Vai um cappuccino??

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  2. :D
    Embora a fome possa ser avidez/ânsia, entre outros... Tenho Toblerone (algumas "pirâmides"). Posso dividir e aceito o «cappucino».
    ;)

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