quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Via isenta


Soa o rebate da insistência
Criei com o amor um unguento
Fiz da história um momento
E com a falta uma permanência

Girei em torno da essência
Soltei-me do teu cimento
Lavei a poeira do lamento
E rocei nas asas da existência

Agarro o desapego em brisas
Solidez de informação que assuma
E solto o nardo que me perfuma

Uma densa luz emite as divisas
Nas vagas calmas e lisas
Da afeição feita bruma

3 comentários:

  1. Bonito! Triste, nostálgico talvez, mas maravilhoso. Agradeço de coração a tua amizade e carinho. Deixo um beijinho para ti e todos que amas e desejo-te uma noite descansada e um excelente dia de amanhã.

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  2. o amor é algo doce que deve ser partilhado, construído, regado, é imcompativel com cimento,a luz não pode viver onde a escuridão está
    beijinhos

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