terça-feira, 20 de setembro de 2011

Outras ruas



Outras ruas

Entretanto, corri as outras ruas noutro sentido.
Descontente, remediadamente, parti de novo e sem ti.
Sabe-lo bem porque, sem o esconder, a correr sai,
Não foi importunado, a contragosto ou aborrecido.

Simplesmente, posso não amanhecer contigo,
Amanheço, muito embora, com a saudade de te ter.
Sei que, sobre ti e sobre tudo, tenho muito para aprender,
Mas estar longe, afastado, já é suficiente castigo.

Cada vez mais, experimento e sinto a tua ausência.
Como me faz falta a tua indiferença que, um dia,
Me vai carregar mais do que o aceitável para a paciência.

Mas agora, hoje, neste momento, estou possuído pela valentia
De quem ama sem passado, sem sequela; em consciência.
Albergo a velha trama, fadada, encantada, melosa e esguia.

Albergaria-A-Velha, 14 de Janeiro de 2001.

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