terça-feira, 3 de dezembro de 2013

distinto


ria de aveiro

por um momento expomos brevidade 
unimos as imagens límpidas e livres
agitamos o ânimo em abraços piedosos
na menor distância entre as palavras
que pertencem aos sonhos longínquos

por um momento patenteamos a nitidez da noite
apreciamos o frio pelo calor que exibimos
reverenciamos as leis da física e da natureza
na calma de lapsos que se aglutinam
em focos de reflexos de estrelas distintas
que nos acompanham com os suspiros
do espelho plácido da ria

por um momento quase somos indistintos
dentro da perfeita e abundante ausência
das imagens que fluem novas e espontaneamente
ultrapasso as ilusões das dores da rua que quase ferem
e abraço-me por um momento num instante inacessível



1 comentário:

  1. E cada pequeno momento terá uma grande importância na vida da gente, quando chegarmos lá na frente e olharmos para trás.
    Lindo poema!
    Tenha um lindo dia, Henrique.

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