sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

era a manhã que despertava





um ligeiro fervilhar
e era a manhã que despertava
há muito que eu não dormia
e ao levantar-me olhei demoradamente
através dos vidros da janela
primeiro eu vi e senti e depois persenti
sob a capa branca do sarcasmo da geada
onde hiberna uma ou outra serpente
permanecem algumas sementes de palavras
subsistem as parcas sementes de afectos
sem parkas ou amparo
em silêncios que não pedem um natal
  
  
  

4 comentários:

  1. Poucos, mas existentes, essas sementes e esses sentimentos. Abraço.

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  2. Os silêncios, em qualquer altura, em mim, pedem sempre Natal.
    Abraço

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  3. 12 versos que me dizem muito.
    Bjks

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  4. Os silêncios incomodam mais que os gritos...
    Um belo poema, beijos!

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