sábado, 8 de março de 2014

talvez em parte incerta





o céu azul e dourado
o meu olhar arrepiado
cruzar o rio e ser a ponte
que se ergue para servir
permanentemente aquém
constantemente além
ligar as cidades à margem
e unir as margens incertas
mais do que o espelho de água
que a morte inveja na geometria
mas eu já estava prometido à rua
tomado pela resina da lua
e as gaivotas a voar lá em cima na fé
com o sol a descer em espasmos
pelos degraus da emoção
onde a saudade é uma cratera
e eu sou apenas a espera




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