terça-feira, 25 de março de 2014

urbe XIV




gosto de sorrisos francos que lavram alegria
suspiro e acordo os termos do horizonte
enquanto a ria se desleixa e se abandona
numa pura preguiça onde me componho
o sol partiu frio e fria e molhada veio a noite
num espasmo acautelado pelas nuvens
deve cheirar a cidade lavada pela chuva
o meu olfacto está concentrado na esperança
tão carregada de oportunidade e sucessão
não se deve conseguir ver sequer uma fração de céu
mas eu estou parcialmente louco e vejo estrelas
e talvez sejam as estrelas a parte sensata e real




2 comentários:

  1. Lindo!
    Quando alguém vê estrelas, ainda que ninguém as veja...Ah, não se pode duvidar!
    Beijos amigo poeta!

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  2. também gosto de sorrisos francos, e também por vezes vejo estrelas, até onde não há luz nenhuma....

    :)

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