sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Breviário [XIX]


     Balanço os sinais inócuos ao sabor das ondas e da brisa húmida e fria. Enceto um diálogo mental, imaginário, e verto sociabilidade com os peixes em negação. A areia, ligeiramente humedecida, também, adere aos sapatos, resoluta em não deixar negar a presença, ainda que fugaz.

     Termo!

     Outras personagens, no mesmo lugar, disputam a atenção. Surtem o ar com vocábulos perdidos e soltos, que aparentam servir de nada e para tudo, numa elevação propositada da voz, enquanto outros, ainda, segredam e sussurram. Todos promovem, afinal, o alheamento e confinam a permanência.

     Regresso, que também é uma partida. Pelo menos um de nós conseguiu parar de falar.

3 comentários:

  1. É bom ou mau parar de falar?

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  2. É bom ou mau parar de falar?

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  3. Olá, S.o.l.! Bom dia!
    Depende das circunstâncias. Por vezes é bom, porque bastam os gestos ou são necessários gestos. Outras vezes o silêncio perturba. No caso, um diálogo que era verdadeiramente um monólogo (my self and I), foi bom.

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