segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Soltas à solta


     Notas soltas… Pontas soltas… O conhecimento de um dia sem arbítrio, sem termo, na ciência da memoração; num lapso que se repete, repisa e rediz. A concepção do tempo e da sua duração frustrasse, dissipasse, extinguisse, em mim, e regressam, uma e outra vez, as distâncias, os intervalos, os hiatos, ligados por velhas, e já assinaladas, pontes elásticas sobre linhas de água sem paralelo.

     Quero a serra e o mar. Talvez devesse viver numa ilha, mas como pode uma ilha viver em outra ilha?

6 comentários:

  1. Bom dia meu amigo! Adorei especialmente o final ..."Como pode uma ilha, viver em outra ilha..." Penso que será possível (não me leves a mal, não pretendo ser conselheira, ou douta a ponto de "mandar" ou aconselhar, estou só a deixar-me levar nas palavras e no seu sentimento) mas se essa ilha que tu és, encontrar outra ilha como tu. Serão duas ilhas que se completam.
    Como sempre amigo escreves e maravilhas. É um bom, um óptimo início de semana depois de um final (de outra para esquecer)ler-te e ficar ciente que há coisas na vida que contrabalançam as menos importantes ou rotineiras. Há estes pedaços de vida, de pessoas de sentimentos que se entrelaçam nos nossos e fazem a vida ser proveitosa quando proveito pouco ou nenhum se lhe vê...E pronto como sempre já "falei" pelos cotovelos...Bjs boa semana.

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  2. Pondendo. Vivendo. Permitindo-se. Abrindo a porta. Não tendo receio que o elástico se parta. Confiando nas pontes. Mas sempre e nunca esquecendo de como se nada.

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  3. Olá, Noctívaga!
    Neste caso referia-me ao eu ilha e à ilha propriamente dita, num jogo de imagens ilha/ilha. Se eu sou uma ilha como posso viver fisicamente numa ilha.
    Mas gostei muito do comentário. É uma visão distinta e justa.
    Um beijinho

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  4. Olá, Sol!
    Confesso que sorri com a conclusão (divertida!).
    É conveniente saber nadar e eu não sei nadar muito bem.
    :D

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