quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Patente


Pondero.
Perdi a homógrafa dita
Nas alienadas massas de falácias
Que não quero.
Saliento a urbe aflita
Que transporta contumácias,
O indeclinável ónus da contenção;
A inatacável carga de agitação.

Por certo, não há momento oportuno
Para a derradeira palavra,
Nem para o que serve de emposta.
Comovente, alegórico e uno,
Desce a quimera macabra
Numa humanidade disposta
Em falsete a prazo,
Em jovial acaso.

4 de Janeiro de 2012.

5 comentários:

  1. Se entendi bem...è complicado destrinçar o que é verdadeiro do cínico e revestido. Num mundo confuso, num caos generalizado e depois há o nosso próprio mundo de pernas para o ar também e tudo fica aberrante e soa a falso. Se calhar troquei-me não percebi patavina e o que quiseste expressar não toca nem ao de leve o que entendi e peço imenso perdão por isso. Por vezes a riqueza da tua forma de te exprimires e as palavras embora as entenda e saiba o que querem dizer, assim dispostas e organizadas, só o autor no momento em que as escreveu sabe significar ao certo o que lhes quis atribuir... Enfim! Vim comentar-te e continuo às "avessas" desculpa. Um beijinho enorme e se não percebi tenta não levar em conta muito rigidamente sim? Noite descansada e bom dia de amanhã e tudo a correr bem dentro do possível.

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  2. Está patente? Pondera, sim. Na dúvida, pergunta.
    Não julgues sem certezas, porque nem tudo o que parece é.

    P.s. Para este post, 5 palavras consultadas no Dicionário Priberam. Shame on me!!!!!

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  3. Noctívaga:
    Entendeste.
    É evidente:
    Quando avaliamos (e há uma amálgama de sentidos e de sentimentos a desenredar e expor entre a verdade e a mentira, o real e a invenção descarada ...);
    Quando estimamos e meditamos (sobre as formas e as medidas, incluímos a cultura, a educação, a formação e vemos que se reflecte a existência de aparências que giram em analogias / afinidades, em circunstâncias de similaridade / paridade e/ou em trivialidades confusas, que colidem connosco e que se tornam mais difíceis de aceitar quando nós estamos abatidos, baralhados; em momento de perda ou dor ... );
    E há a casualidade.

    ;)

    Beijinho

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  4. Será mais justo assim Henrique. Para ambas as partes.

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